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shows
a gente foi e conta tudo pra você. |
O espetáculo começou!
| quem? |
O Teatro Mágico
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| onde? |
Academia Brasileira de Circo
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| quando
foi? |
17*3*2007
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O local do show era apenas mais um atrativo de todos os atos inesperados que podem acontecer no show do Teatro Mágico. Criado por Fernando Anitelli, o grupo (ou a trupe, como eles gostam de ser chamados) deve conter mais de 20 integrantes oficiais, e nessa noite ainda contavam com participações especiais no lugar mais que especial. Artes circenses, teatrais, humorísticas e até poesias fazem parte do espetáculo. E o que é mais interessante, as vezes fazem tudo ao mesmo tempo. Fica complicado saber pra onde olhar. São tantos atrativos que é praticamente impossível não querer ir de novo, só pra ter certeza de que não perdeu nada. Nesta noite, o Teatro Mágico se apresentava pela primeira vez nunca circo. Local que a banda já deveria ter tocado. Eles pareciam estar num ambiente caseiro, totalmente a vontade. O som fluía com o público e a trupe flutuava no palco. As participações do pessoal do próprio circo davam um ar ainda mais descontraído e preenchiam o show. Totalmente lotado, 3 mil pessoas se aglutinavam para poder sentir de perto a magia do espetáculo, a noite seguiu perfeitamente bem. Sem brigas (há quanto tempo não vejo isso. Pra falar a verdade acho que nunca tinha visto.. rs) Sem roubos, discussões, etc. Isso porque ninguém foi revistado na entrada, é só na base da confiança mesmo. Outra coisa que me chamou a atenção foi a simpatia e educação da galera. Todos pareciam amigos, era possível se enturmar fácil. As filas eram as mais pacíficas possíveis (até a da cerveja!!!!!!). O pessoal que estava comigo (Pajé, Gaby, Mazaia, Stela...) quase choraram de emoção. (eu não!!! Sou muito profissional pra isso.. rs) Algumas músicas levam o público ao êxtase e nesse show não foi diferente. Canções como Pena “eu sinto que sei que sou um tanto bem maior”, ou O Anjo Mais Velho “só, enquanto eu respirar, vou me lembrar de você”, levaram a galera à loucura, juntamente com as intervenções artísticas pareciam se exceder do lirismo. Outro ponto alto do show é o lual (Sim!). Pára tudo! Agora a banda não toca mais, o líder Fernando Anitelli pega o violão e toca para a multidão. Mas antes ele pede para que todos se sentem no chão, o legal é que isso funciona. Pelo menos funcionava em todos os shows, nesse uns cinqüenta Zé roelas que se acham espertos ficaram em pé... É claro que foram vaiados pelos outros dois mil e novecentos e cinqüenta. A mídia brasileira começa a dar atenção a essa banda. Já apareceram em uma matéria da TV Globo e saíram na Folha de S. Paulo. Só que isso é pouco pelo que eles merecem. O público grita e pede mais atenção. A questão é que os críticos de música do Brasil só dão atenção ao estrangeiro. Se não nas bandas gringas, são bandas brasileiras que fazem sucesso lá fora. Enquanto pessoas como Álvaro Pereira Júnior (jornalista musical há anos) discutem a qualidade de bandas como Cansei de Ser Sexy e Bonde do Role, outras coisas acontecem de verdade no nosso mundo. Abram os olhos para o Brasil!!!!!!!!!23*3*2007 Fagner Branco Fagner é um revolucionário anarquista
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