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Rádios Comunitárias e concessões públicas Fabiano Dian do Prado
Há pouco tempo, fiquei sabendo do fechamento da Rádio da Restinga, um bairro bem distante do centro de Porto Alegre, com mais de cem mil habitantes e uma atividade cultural bastante respeitável. Fiquei sabendo por intermédio de um colega de trabalho que tinha um programa na rádio, aos domingos. Além de indignado como sempre fico ao saber dessas notícias (uma rádio comunitária leva em torno de dez anos para ser organizada, pois os equipamentos são muito caros, e a Polícia Federal recolhe tudo, na maior), fiquei surpreso, pois em momento algum eu que acompanho diariamente as notícias li, vi ou ouvi alguma coisa a respeito disso... Como é possível que uma rádio bem estabelecida entre os habitantes do bairro (seu sinal não ultrapassava isso), tão interessante como fonte de informação, lazer e participação efetiva dessa comunidade que sempre teve como distinção fazer por si mesma seja fechada e seus equipamentos sejam confiscados?Que tipo de ameaça representa esse tipo de organização de comunidades esquecidas pelo poder público? Por que motivo não se divulgam os critérios utilizados para se obter uma concessão pública?O que, de fato, existe é um monopólio formado por meia dúzia de famílias, não mais que isso. Perto dessa gente, Renan Calheiros é sincero... 3*8*2007 Fabiano Dian do Prado Porto Alegre - RS
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