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REM

Automatic for the People

1992

O REM apareceu realmente ao mundo com Out of Time, de 1991. Era um álbum muito legal de uma banda nova, despontando no começo da década. Graças a um amigo mergulhei no som deles e acabei descobrindo uma discografia de, na época, 8 discos já lançados! Banda nova???? De jeito nenhum! O primeiro EP deles é de 1982! Peguei emprestado a antiga discografia e fiz uma bela coletânea!

Em Out of Time, eles apresentaram, com Loosing My Religion, uma sonoridade e estrutura musical bem diferente das quais eu estava habituado: uma canção com bandolim e sem refrão! Quem poderia achar que iria fazer sucesso? Tive o LP e escutei milhões de vezes cada uma das 11 músicas.

Mas os caras conseguiram mesmo tornar tudo perfeito com o disco seguinte: Automatic for the People. É aquele tipo de disco que sempre quando você acha que vai parar de escutar porque já ouviu muito, você descobre mais uma música fantástica que tinha passado despercebida e acaba grudando o ouvido por mais alguns meses.

O ponto forte de Automatic for the People são as melodias. Lindas canções que se já se sustentariam tranquilamente só com voz e violão ganham ainda mais força com os ótimos arranjos acústicos - antes da onda dos acústicos, é bom frisar - e se revelam uma mais emocionante que a outra!

Everybody Hurts é um clássico instantâneo! É a injustiça das rádios! É linda o suficiente para arrancar suspiros e pop o suficiente para não parar de tocar e entrar em todas as listas de dez mais da vida. O que esses caras querem? Uma música melhor que essa? Pois tem.

Man on the Moon é outra que merecia muito mais do que um clipe vinculado de vez em quando na MTV. Nightswimming é linda! Find the River é maravilhosa, uma melodia fantástica! Eu quase caí de costas em uma tarde que eu liguei o rádio do carro e lá estava ela, desconhecida, mas arrebentando os corações de quem estava sintonizado no momento.

Ainda assim a minha canção predileta é Sweetness Follows: mostra o que de melhor se pode fazer com uma - de novo - linda melodia e um violoncello.

Todo esse clima sereno de Automatic for the People em princípio me fez odiar injustamente o posterior - mas também muito bom - Monster, que mudou o som da banda da água pro vinho, do acústico para o pedal de overdrive.

O que mais dizer? Só que Automatic for the People é um disco do caramba!

4*1*2001

Rodrigo EBA!
Rodrigo EBA! gosta de suco de limão sem açúcar.

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