.principal

colunistas
Ronaldo Branco
Rodrigo EBA!
Arthur Tofani
Fagner Branco

especiais - matérias, votações e entrevistas. tudo o que o roquenrou prepara de especial... especiais
este espaço é seu! faça sua própria coluna, falando tudo o que você pensa sobre música coluna
do leitor


 
Colunistas
tudo que a gente tem pra falar.
e que você não tem que concordar...
O Metal Melódico da Alemanha
Roberta Lopes

Um grupo de amigos adolescentes que gostam do mesmo tipo de música decidem se unir e montar uma banda. Começam com covers de grandes nomes, depois de certo tempo passam a compor até que alguns ensaios depois surge o sonho do contrato com uma gravadora e uma demo... Essa história você conhece, certo?

Mas imagine se essa banda se torna um dos maiores nomes do metal melódico do mundo! Pois é, esse é o EDGUY!

A história se passa na cidade de Fulda, na Alemanha, em 1994, quando o então adolescente Tobias Sammet (com 16 anos) decide formar uma banda autoral, pois já haviam acabado as suas aulas de baixo e os covers dos tradicionais grupos dos anos 70 e 80 já não eram o bastante.

Então, junto com os amigos Dominik Storch (bateria), Jens Ludwig e Dirk Sauer (guitarras), grava uma demo e partem em busca de um gravadora. Mas na época as coisas eram mais difíceis ainda se comparado aos dias atuais, e a solução foi arrecadar um certo dinheiro com shows locais e gravar um CD com tiragem de apenas mil cópias, o “Savage Poetry”. E com ele estava dado o primeiro passo para o que hoje conhecemos como Edguy.

A banda consegue então um contrato com a AFM Records, porém não lançam o CD independente de Sammet e companhia por considerarem o material pouco profissional e com isso, vem mais trabalho pela frente. E é em 1997 que chega às lojas o primeiro álbum oficial da banda, “Kingdom of Madness”, que já conta com participações de grandes nomes do metal como Chris Boltendahl, do Grave Digger.

A qualidade e seriedade da banda já são firmadas desde este lançamento que despertou interesse de distribuidoras ao redor do mundo, inclusive a Rock Brigade Records, aqui no Brasil.

            Toda composição inspirada, como de costume, nos metais melódicos, no medieval e no épico, é feita por Tobias Sammet, que além de baixo e vocal também é responsável por teclados e piano.

            No segundo álbum, “Vain Glory Opera” – 1998, Dominik deixa o Edguy e é substituído durante a gravação do disco por Frank Lidenthal. E talvez seja essa a principal mudança no som da banda, soando mais seca e ágil no quesito bateria, além da visível maior segurança nos já não tão garotos assim. As participações dessa vez ficam por conta dos já experientes Timo Tolkki (Stratovarius) e Hansi Kürsch (Blind Guardian).

            Com o disco pronto, já tinham o novo baterista no time, Felix Bohnke. A turnê passou por toda Europa e mais de 50 mil cópias foram vendidas em todo mundo. Era a concretização do Edguy como a nova sensação do metal melódico.

            Em 1999, com o “Theater of Salvation”, mais uma mudança: Tobias decide largar o baixo e dedicar-se somente ao vocal. Assim entra na banda Tobias Exxel, que em conjunto com Felix adiciona mais experiência musical ao Edguy. O diferencial do disco? Mais coros e refrões um tanto quanto pegajosos, daqueles que você se surpreende cantando durante o dia inteiro. Com essa fórmula a banda sobe ao topo das paradas alemãs e suecas, além de conseguir várias posições de destaque em alguns países, inclusive no Brasil.

Paralalemante ao Edguy, nessa época Tobias passa a trabalhar no projeto “Avantasia”, uma metal ópera que conta com os grandes nomes do metal mundial, como Rhapsody, Gamma Ray, Shaman e Stratovarius, entre outros. Toda concepção conceitual foi feita por Sammet, que para retratar uma ópera real chamou convidados especiais para representarem cada personagem de sua história, mas isso já é outro assunto.

Voltando ao Edguy: Em 2000, devido ao enorme sucesso da banda e com o nome já estabelecido no mercado fonográfico, a AFM Records decide regravar o disco independente de cinco anos atrás quando a banda ainda batalhava por um lugar entre os grandes. O “Savage Poetry” é lançado em versão dupla, incluindo a gravação original para que os fãs possam perceber a evolução dos alemães.

            Um ano mais tarde, na turnê do álbum “Mandrake”, o Edguy faz sua primeira visita às terras brazucas. Com sucesso de crítica e público, a essa altura já são comparados com Helloween, Angra e Blind Guardian, não devendo nada a grandes bandas no que se refere à qualidade musical e profissionalismo. O álbum é o mais bem feito até então, desde sua concepção lírica até a voz de Sammet, traz desde baladas de quase dez minutos até canções de peso sem perder a marca da banda em um segundo sequer.

            Em 2003 é lançado o primeiro CD ao vivo e duplo, “Burning Down the Opera”, com registros de apresentações da “Mandrake Tour”, por toda Europa. Todo o track-list é baseado principalmente no último álbum, mas o grande destaque fica por conta da canção “Avantasia”, que comprova o sucesso do projeto.

            Nesse meio tempo, o vocal Tobias Sammet ainda veio a segunda vez ao Brasil para participar da gravação do CD e DVD “Ritualive” do Shaman gravado no Credicard Hall em São Paulo, e também participa do projeto “Aina – Days of the Rising Doom”, outra ópera-rock de deixar os fãs de metal extasiados.

            O mais recente álbum, “Helfire Club”, lançado no início deste ano traz um Edguy bem mais pesado e por isso talvez seja o que mais se diferencia na discografia da banda. Lançado pela Nuclear Blast (o contrato com a AFM acabou no ano passado), se aproxima mais do heavy metal tradicional, além de conter a participação da Babelsberg Orchestra.

            Na sua turnê, a terceira passagem pelo Brasil do vocalista e a segunda para se apresentar com a banda: o Edguy fechou o festival Rock the Planet do primeiro sábado de outubro passado no Espaço das Américas em São Paulo, que também teve Viper, Kotipelto e Shaman.

            Atualmente a banda continua em turnê de seu último disco com shows marcados na Rússia e Espanha, além do festival beneficente Rock for Asia que rola em 27 de janeiro em sua terra natal para arrecadar ajuda as vítimas do Tsunami na Ásia.

Não perca mais tempo e confira!

6*1*2005

Roberta Lopes
Roberta Lopes é estudante de jornalismo

Você concorda com o conteúdo dessa coluna?
No direito de resposta você dá sua opinião sobre este texto e lê as outras opiniões!

 

mais matérias de Roberta Lopes:


Blind Melon - Um ilustre quase desconhecido


Ludov - O Próximo Passo


A salvação do Rock!


O novo talento entre os Indies Americanos

5/5/2004
O selo importa?